No fundo do mar e anti-tsunami, hotel nas Maldivas é inaugurado

Por Gilmar Longato
Foto: Justin Nicholas
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Já imaginou acordar depois de uma relaxante noite de sono nas suas férias, abrir as cortinas e, como paisagem, ver corais e peixes exóticos? O desejo de proporcionar aos visitantes uma experiência única em hospedagem levou um grupo de investidores a desenvolver a proposta do recém-inaugurado hotel de luxo Conrad Maldives Rangali Island, o primeiro com quartos subaquáticos do mundo.

HAUS já havia adiantado um pouco da proposta em maio de 2018, quando o hotel ainda estava em construção nas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico. Agora, já em atividade, ele se propõe, segundo seus desenvolvedores, a ser “uma exibição ambiciosa de arquitetura, design e tecnologia” — única do tipo no mundo.

Foto: Reprodução Muraka Hotel
Foto: Reprodução Muraka Hotel

Situado mais de seis metros abaixo do nível do mar, o Muraka — que significa coral — possui todos os luxos possíveis (e um preço condizente com isso, de aproximadamente US$ 50 mil a diária, cerca de R$ 177 mil), e uma vista singular para a vida marinha.

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Além de todo o requinte, o hotel também possui aspectos de sustentabilidade interessantes. A estrutura modular foi construída em Cingapura e depois transportada para seu local nas Maldivas. Lá, cada elemento foi afixado a estacas de concreto, garantindo a estabilidade mesmo com o movimento das marés.

Quartos e outros ambientes de uma suíte master para nove pessoas ficarão submersas no projeto de um resort na Ilhas Maldivas. Imagens: Conrad Maldives Rangali Island / Divulgação
Quartos e outros ambientes de uma suíte master para nove pessoas ficarão submersas no projeto de um resort na Ilhas Maldivas. Imagens: Conrad Maldives Rangali Island / Divulgação

“A conclusão do Muraka é uma conquista pessoal”, disse Ahmed Saleem, arquiteto-chefe, em um comunicado. “Depois de anos de trabalho, minha equipe e eu estamos orgulhosos de apresentar oficialmente o Muraka e essa experiência das Maldivas para os viajantes que buscam o extraordinário”.

A MJ Murphy, empresa especializada em grandes projetos subaquáticos que esteve à frente da parte mais desafiadora da construção do hotel, divulgou em seu site que foram dois longos anos de trabalho nas estruturas que devem garantir a segurança dos hóspedes.

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“Tendo já feito o design de dois restaurantes submarinos anteriores e sendo os principais especialistas neste campo, a M.J. Murphy foi a escolha óbvia para aceitar o desafio. Nós nunca tínhamos um elevador de pessoal completo no projeto antes, e esta foi a primeira unidade com encanamento e drenagem abaixo do nível do mar. Esta foi a mais complexa e a maior estrutura submarina que fizemos, com 610 toneladas”, comunicou a empresa por meio de seu site.

Segundo a MJ. Murphy, os quartos do hotel têm janelas semicirculares projetadas especialmente para o Muraka, com 135 milímetros de espessura, com teto de aço sobre a sala para garantir a resistência à pressão da água. Tanto a estrutura quanto as janelas são fabricadas para resistir a ondas gigantes e até mesmo a tsunamis.

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A janela do quarto tem 4,8 metros de largura por 1,9 metros de altura, proporcionando uma vista única: é possível ver o fundo do mar até mesmo de dentro do banheiro e do guarda-roupa.

Foto: Justin Nicholas
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A escada também tem duas janelas curvas, para já introduzir ao visitante a um pouco do que ele verá quando chegar ao quarto. No corredor de entrada inferior, o hóspede também pode observar, por uma janela de acrílico de 3,8 metros de comprimento, a paisagem inspiradora lá fora.

A estrutura conta com chuveiros, toalete e penteadeira, sala de serviço ventilada e vedada, completa com tanque de esgoto e bombas submersas – tudo isso incorporando alarmes de emergência para maior segurança.

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*Especial para Haus, com ArchDaily Brasil

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