Café do Cine Passeio abre ao público exaltando design curitibano em projeto delicado

Por Gilmar Longato
Fotos: Fernando Zanoni/Divulgação
Fotos: Fernando Zanoni/Divulgação

Na noite desta quarta-feira (27) Curitiba viu projetado nas paredes do antigo quartel do Exército, na esquina das ruas Riachuelo e Carlos Cavalcanti, a volta dos cinemas de rua para a cidade com a inauguração do Cine Passeio. Junto com as duas salas de exibição, o espaço conta também com um charmoso café que exalta Curitiba da concepção a ambientação da Coffeeterie.

Quem garante é Ricardo Marques, artista plástico e proprietário do espaço. “A proposta do edital de licitação do [café] do Cine Passeio permitiu que eu colocasse em prática coisas que tinha em mente no sentido de girar a economia local, com produtores e parceiros locais para quase todos os serviços e produtos”, explica. “Hoje, estamos com cerâmicas da En Torno Cerâmica, temos a Cini como parceira nos refrigerantes e mobiliário da Fitto Design”, acrescenta.

A parceira com a empresa curitibana de pouco menos de um ano foi motivada pela sustentabilidade das peças, como lembra Ricardo, e culminou no desenvolvimento do projeto do café, executado a partir da troca entre os irmãos Murilo e Danilo Linhares, proprietários da marca, o próprio Ricardo e Michele Zamoner, designer de móveis e esposa do empresário.

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“Foi uma construção conjunta. O Ricardo nos apresentou a proposta do café e, a partir disso, pensamos o que poderíamos adaptar dentro da nossa linha de móveis para o formato comercial de que ele precisava”, conta Murilo, diretor da Fitto Design. Ainda segundo ele, isso foi necessário porque algumas peças do café, como os aparadores, não faziam parte da linha de varejo da marca.

Foto: Fernando Zanoni/Divulgação
Foto: Fernando Zanoni/Divulgação

Ambientação

Localizada no térreo do Cine Passeio, a Coffeeterie tem 105 m² de área e capacidade para cerca de 50 lugares sentados. A ambientação é baseada em tons de madeira clara, que destaca a matéria-prima com a qual os móveis são fabricados: um compensado produzido pela própria Fitto a partir de madeira de pinho e paricá – ambos de floresta plantada.

“A cola que utilizamos [na fabricação das chapas] são zero e livres de emissão de formaldeído. Somos os únicos a fabricar compensados dessa maneira no país. Nossos móveis ainda são todos de encaixe, não usam pregos ou parafusos, e suas embalagens ocupam o mínimo de espaço possível, o que reduz o CO2 emitido pelo frete”, detalha Murilo.

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Todas as peças que compõem a ambientação do café, entre poltronas, cadeiras e mesas, têm tais características. Para destacar ainda mais a personalização do espaço, algumas delas receberam a impressão de uma estampa assinada por Ricardo que remete às folhas e aos grãos de café.

Segundo Ricardo, até o final desta semana o espaço deverá receber ainda uma arte de parede inteira que trará a figura do personagem de “O Poderoso Chefão” manipulando um ventrículo de Charlie Chaplin, dois ícones da sétima arte.

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