No aniversário de Curitiba, conheça 5 ícones arquitetônicos da capital paranaense

Por Gilmar Longato
Fachada do Teatro Guaíra com painel de Poty Lazzarotto.
Fachada do Teatro Guaíra com painel de Poty Lazzarotto.

As marcas dos 330 anos de Curitiba, comemorados nesta quarta-feira (29), estão por toda cidade. Em termos de arquitetura, por exemplo, temos desde exemplares da arquitetura colonial portuguesa até edifícios que seguem a linha contemporânea, passando pelo art dèco e o neoclássico.

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Cada um deles conta um pouco da história da cidade – e, por consequência, de todos que nasceram e/ou vivem nela. Neste aniversário de Curitiba, selecionamos alguns desses ícones da arquitetura curitibana que valem a pena ser conhecidos para que conheçamos também um pouco sobre nós mesmos.

Casa Romário Martins

Ninguém sabe ao certo quando a residência foi construída. O que se sabe é que ela data do fim do século 18, que funcionou como espaço residencial e comercial por aproximadamente dois séculos (no fim do século 19, por exemplo, abrigou o Armazém do Paiva) e que, há 50 anos, funciona como espaço cultural do município. Sabe-se ainda que ela é o último exemplo de arquitetura colonial portuguesa da capital paranaense – tanto que é tombada pelo patrimônio histórico – e conta com um pavimento e aberturas de luz natural apenas nos cômodos contíguos à rua.

Paço da Liberdade

O edifício que hoje é um espaço cultural do Sesc já foi sede do Museu Paranaense, hoje sediado no Palácio São Francisco, em frente à praça João Cândido, e da Prefeitura de Curitiba. Com 107 anos, o prédio mistura elementos do estilo eclético ao art nouveau e abriga o primeiro elevador instalado em um edifício em Curitiba (preservado até hoje, mas fora de funcionamento). Tombado nas três instâncias do patrimônio histórico, conta com escadarias e portas de madeira originais.

Biblioteca Pública do Paraná

Mais do que um ícone do modernismo paranaense, o prédio que abriga a Biblioteca Pública do Paraná é responsável por revolucionar a forma como as pessoas utilizam as bibliotecas e se relacionam com os livros. Isso porque o projeto, assinado pelo arquiteto curitibano Romeu Paulo da Costa, permitiu que os usuários acessassem as prateleiras com os livros e pudesse interagir com eles. Antes disso, leitores e livros eram separados por um balcão.

Teatro Guaíra

Vista aerea da Praça Santos Andrade arborizada, teatro Guaira e os predios do centro de Curitiba
Vista aerea da Praça Santos Andrade arborizada, teatro Guaira e os predios do centro de Curitiba

Outro marco do modernismo paranaense, a sede do Centro Cultural Teatro Guaíra (que engloba o famoso Guairão, além de outros dois auditórios e salas do Balé Teatro Guaíra e da Orquestra Sinfônica do Paraná) é um projeto de Rubens Meister cuja obra demorou 23 anos para ser concluída. A famosa edificação, que é um dos símbolos da cidade de Curitiba, poderia ter sido completamente diferente – muito mais parecido com o Colégio Estadual do Paraná – se o projeto que ganhou o concurso feito para escolher como seria o novo teatro tivesse sido executado.

Edifício Acarpa

Projetado por Luiz Forte Netto, Orlando Busarello e Dilva Slomp Busarello, o edifício que hoje abriga a sede do Instituto de Defesa Rural do Paraná chama a atenção por seu formato, o de um triângulo retângulo (aquele com um ângulo de 90º) com uma fachada inclinada e outra reta. Muita gente não sabe, mas a construção é considerada inacabada: de acordo com o projeto original, as floreiras da fachada angulada deveriam contar com vegetação para dar a impressão de que o prédio estava emergindo da terra – e também para regular a temperatura interna.

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