Paisagismo

Sophia Louise Karl
Dicas de cuidados, espécies, curiosidades e inspirações. Na coluna 'Vida Botânica', a engenheira agrônoma paisagista Sophia Louise Karl se dedica a trazer informações sobre o maravilhoso mundo das plantas, compartilhando conhecimentos sobre como cuidar e fazer delas parceiras para trazer mais vida e bem-estar, dentro e fora de casa.
Vida Botânica
Jardins sombreados: o que fazer em locais nos quais a grama não é uma opção?

Vaso de planta com detalhes bem aparentes como linhas | Bigstock
Seja por conta da copa das árvores ou de construções próximas, alguns espaços do jardim podem ficar muito sombreados. Aí, não há grama que sobreviva e a terra fica exposta. Nesses locais de muita sombra, devemos dar preferência a plantas que resistam a essas condições e que enriqueçam a estética e a diversidade do jardim.
Sejam forrações ou conjuntos de arbustos, existem diversas espécies que podemos introduzir em locais sombreados. Abaixo estão algumas alternativas, mas é importante lembrar que elas não toleram pisoteio, ou seja, não são indicadas para locais onde haverá circulação de pessoas. Se esse for o caso, pode-se desenhar caminhos em pedras entre as espécies sugeridas.
Singônio (Syngonium angustatum)

O singônio se adapta a locais de sombra e meia-sombra e se desenvolve muito bem, fechando e se espalhando rapidamente pelos canteiros.
Pilea-alumínio (Pilea cadierei)

É uma planta que se adapta facilmente a locais de sombra e com alta umidade. Atinge até 30 centímetros de altura, então é uma ótima opção para forração.
Lírio da paz (Spathiphyllum wallisii)

É uma ótima opção para formar maciços em locais de sombra e meia-sombra.
Grama-preta (Ophiopogon japonicus)

Apesar do nome, não se trata de uma grama, e sim de uma espécie de forração que se assemelha aos gramados. Por isso, não tolera pisoteio e não necessita de corte de manutenção. Quando plantada em alta densidade ou em leivas (tapete), a grama-preta fecha todo o canteiro, não deixando a terra exposta.
Calateia Zebra (Calathea zebrina)

Assim como as demais calatéias, a calatéia-zebra demanda um solo levemente úmido e alta umidade no ar, além de um local protegido da incidência solar intensa. Por isso, é uma planta ideal para locais de sombra e meia-sombra, especialmente em maciços que valorizam e destacam as texturas e desenhos de suas folhas.
Hera (Hedera canariensis)

A hera é uma planta que pode ser cultivada como forração ou até mesmo como trepadeira em muros ou suportes onde a planta pode se apoiar. Tem crescimento rápido e é ótima para fechar canteiros e taludes sombreados
Independentemente da escolha da espécie para seu jardim, lembre-se sempre: sombra não é breu. Ou seja, locais de sombra para as plantas recebem luz solar difusa e filtrada e não são locais completamente escuros.
BAB: a nova vitrine da arquitetura brasileira
A Bienal de Arquitetura Brasileira — BAB — surge como um marco no cenário nacional, com o ambicioso objetivo de tornar a arquitetura mais acessível e próxima à vida cotidiana. Organizado pela Archa, o evento vai ocupar o Parque Ibirapuera, em São Paulo, entre março e abril de 2026, oferecendo ao público uma experiência plural com casas modelo, pavilhões temáticos, instalações interativas, oficinas e espaços sensoriais.
Mais do que uma mostra de projetos, a BAB propõe um diálogo com a diversidade cultural, social e geográfica do Brasil — reunindo expressões arquitetônicas de todos os estados, por meio de um concurso nacional que selecionará residências de cerca de 100 m² para representar cada unidade federativa. Nesse sentido, a Bienal reafirma seu propósito de valorizar a produção local, democratizar o acesso à arquitetura e mostrar como o desenho dos espaços é parte fundamental da vida em sociedade.


