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Dexco encerra 2023 com EBITDA de R$ 2 bilhões e destaque para a divisão de Madeira

Redação
07/03/2024 17:55
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A Dexco, empresa multinegócios de materiais de construção, reforma e decoração - detentora das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Castelatto, Ceusa e Durafloor -, divulgou seus resultados para o ano de 2023, que apresentaram EBTIDA ajustado e recorrente pro forma de R$ 1,4 bilhão. Somados os resultados do negócio de Celulose Solúvel, representado pela LD Celulose, joint venture com a austríaca Lenzing, o EBTIDA atinge R$ 2 bilhões no ano, e aponta crescimento de 4% no comparativo com 2022.
A Receita Líquida (R$ 7,4 bilhões) e o Lucro Líquido recorrente pro forma (649 milhões, sendo R$ 278 milhões oriundos das operações da LD Celulose), por sua vez, não registraram o mesmo desempenho e apresentaram queda de 13% e de 21%, respectivamente, quando comparados aos resultados do ano anterior.
“No final de 2023, presenciamos o início da queda da taxa de juros no país, contudo, o Brasil continua com o 2º maior juro real do mundo. Essa queda lenta e gradativa ainda não foi suficiente para beneficiar o setor de materiais para construção, diretamente impactado pelos juros”, diz, em nota, Antonio Joaquim de Oliveira, CEO da Dexco.
A divisão Madeira, com as marcas Duratex e Durafloor, apresentou EBITDA ajustado e recorrente 18% maior do que o registrado em 2022, com R$ 1,4 bilhão no consolidade do ano - a receita líquida foi de R$ 4,8 bilhões, montante 7% menor no comparativo anual. A unidade de Louças e Metais, com as marcas Deca e Hydra, registrou EBITDA ajustado e recorrente negativo de R$ 15,6 milhões em 2023, enquanto a divisão de Revestimentos, que atua com as marcas Ceusa, Portinari e Castelatto, apresentou EBITDA ajustado e recorrente positivo de R$ 8 milhões no período.

4T2023

Quando o recorte analisado são os resultados do quarto trimestre de 2023, o retrato é de retração no ritmo de queda do mercado de materiais para construção, com Receita Líquida de R$ 1,9 bilhão nos últimos três meses do ano, montante 10,2% superior ao do 3T23 e 2% negativo em relação ao 4T22. O EBITDA ajustado e recorrente do último trimestre de 2023 foi de R$ 561 milhões, já incorporados os R$ 157 milhões de contribuição da LD Celulose. Já o Lucro Líquido foi 33% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior, somando R$ 168 milhões, montante que incorpora os R$ 90 milhões de contribuição da LD Celulose.
A divisão de Madeira atingiu recorde trimestral com EBITDA R$ 439 milhões e Receita Líquida de R$ 1,3 bilhão (três pontos porcentuais a mais em relação ao 4T22). “Mesmo com os desafios setoriais no primeiro semestre de 2023, a empresa vivenciou uma recuperação no setor de painéis, e finalizou o ano com o melhor trimestre da história da divisão Madeira, com avanço sequencial em market share de painéis. A estratégia de manter ótima capacidade da divisão, com altos níveis de ocupação fabril e negócios florestais, mais do que compensou os impactos de retração de mercado e ações estruturantes de acabamentos”, destaca Francisco Semeraro, CFO da Dexco, em nota.
A unidade de Revestimentos registrou EBITDA negativo de R$ 8 milhões no último trimestre de 2023, enquanto na de Louças e Metais o resultado foi de R$ 26 milhões negativos. “Fizemos revisões importantes do footprint fabril, conseguimos uma melhor equalização de estoques, e também realizamos uma gestão efetiva de capital de giro, o que proporcionou geração de caixa. No curto prazo, isso impacta em custo e, por consequência, em uma redução do EBITDA, mas para o médio e longo prazos, são iniciativas importantes para garantir que a companhia esteja mais resiliente e forte para o futuro”, completa o CFO da Dexco.

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