Arquiteto quer construir usina em ‘continente de lixo’ para despoluir o mar

Por Daliane Nogueira
Filtration: usina instalada em meio ao Pacífico pretende acabar com continente de lixo plástico. Imagens: Honglin Li / Reprodução
Filtration: usina instalada em meio ao Pacífico pretende acabar com continente de lixo plástico. Imagens: Honglin Li / Reprodução

Um arranha-céu de gerenciamento de resíduos e uma usina de energia no meio do oceano capaz de recolher o lixo que se acumula nas águas e ainda resolver parte da crise energética. O arquiteto Honglin Li propôs e foi premiado no concurso 2019 eVolo Skyscraper com o projeto Filtration, que ele sonha ver implantado no chamado Great Pacific Garbage Patch (ou a Grande Porção de Lixo do Pacífico), área que abrange a costa oeste da América do Norte até o Japão.

Alguns estudos apontam que o tamanho é estimado em 8,1% do Oceano Pacífico, ou duas vezes o tamanho do Texas e três vezes o tamanho da Califórnia. Neste ponto do oceano há uma camada de lixo com cerca de 30 metros de espessura e os pesquisadores têm chamado a porção de ‘continente de lixo’. Na apresentação do projeto, o arquiteto aponta que a Grande Porção de Lixo do Pacífico não é a única; há outros vórtices de lixo nos Oceanos Atlântico e Índico.

A megaestrutura modular de Honglin Li é pré-fabricada e contém várias instalações de recuperação de materiais e estações de tratamento de água para reciclar o lixo flutuante e limpar a água do mar. Em uma perspectiva de futuro, seria possível até mesmo gerar energia a partir do plástico coletado, por meio de tecnologias em desenvolvimento. Todos esses mecanismos tornariam a usina autossuficiente enquanto trabalha para reciclar o ‘continente de lixo flutuante’.

Conforme descreve o criador, ao contrário das instalações convencionais de recuperação de materiais que dependem principalmente da gravidade e usam transportadores para classificação e distribuição do lixo, a Filtration usa água do mar para bombear lixo e água poluída até o topo do prédio, depois filtra água e separa o material reciclável. Na defesa do projeto no site do arquiteto ele explica que a intenção é apresentar “uma solução sustentável e regenerativa para os resíduos oceânicos flutuantes, bem como uma segunda chance para reconstruir a relação entre a natureza e os seres humanos.”

Veja detalhes do funcionamento do Filtration

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*Com informações do Archdaily.

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