Medalhas Olímpicas de Tóquio 2020 serão feitas a partir de celulares reciclados

Com 8,5 cm de diâmetro, a parte da frente mostra os anéis olímpicos e o logotipo da Tóquio-2020. A parte de trás apresenta Nike, a deusa grega da vitória, no estádio Panathinaiko, em Atenas. Foto: Olimpíadas de Tóquio de 2020/AFP
As 5 mil medalhas de ouro, prata e bronze que serão entregues aos atletas vencedores das Olimpíadas de Tóquio, em 2020, serão feitas de lixo eletrônico.
A iniciativa começou em 2017, quando o comitê de organização lançou um projeto para tornar o evento mais sustentável e, desde então, 47 mil toneladas de dispositivos eletrônicos foram coletados, entre câmeras digitais, notebooks e videogames jogados no lixo. Deste montante, foram separados mais de 6 milhões de aparelhos de celular antigos.

A campanha, para incentivar a participação e convidar as pessoas a fazerem parte da história dos Jogos Olímpicos, tem como slogan “Be better, together – for the planet and the people” [Sejamos melhores, juntos – para o planeta e para as pessoas]. A coleta foi até o dia 31 de março e, ao final do período, o comitê superou a marca de oito toneladas de aparelhos.
Ao todo a campanha conseguiu reunir 30 toneladas de ouro, 4 mil toneladas de prata e 2,7 mil toneladas de bronze, vindas da reciclagem dos aparelhos.

A fabricação começou em abril e a iniciativa faz parte do desejo de tornar o evento “verde, inclusivo, aberto e limpo”, uma proposta que o Comitê Olímpico tem para todos os jogos que organizar a partir de agora.

O modelo selecionado para os Jogos de Tóquio foram escolhidos após uma competição mundial aberta para designers profissionais e estudantes. Mais de 400 projetos foram analisados.
Com 8,5 cm de diâmetro, a parte da frente mostra os anéis olímpicos e o logotipo da Tóquio-2020. A parte de trás apresenta Nike, a deusa grega da vitória, no estádio Panathinaiko, em Atenas. Serão 5 mil medalhas entregues aos competidores no final dos jogos.


*Especial para HAUS.