Reação Urbana reúne entidades, parceiros e investidores em encontro na Gazeta do Povo

Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo | Gazeta do Povo
Agentes públicos, privados e acadêmicos engajados num mesmo objetivo: a revitalização urbana da região do Vale do Pinhão e as oportunidades geradas por um movimento que promove a sinergia de interesses variados. Foi com esta visão em comum que cerca de 30 representantes de entidades, investidores e parceiros do movimento Reação Urbana participaram nesta terça-feira (10) de um café da manhã no Espaço Bom Gourmet, da Gazeta do Povo.
A pauta, além do debate gerado pela revitalização urbana do território delimitado inicialmente entre os bairros Rebouças e Prado Velho, foi o Laboratório de Reação Urbana no Vale do Pinhão, exercício coletivo para propostas e debates, que acontecerá entre os dias 26 e 29 de outubro no Engenho da Inovação.
Entre as entidades engajadas no movimento iniciado pelo Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), a Agência Curitiba, a startup Reurb, setores acadêmicos da UFPR, PUC-PR, UP e UTFPR e HAUS, estão a Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), a Associação de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel) e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Paraná (Asbea-PR). Grupos de investidores do mercado imobiliário e das áreas hospitalar, de entretenimento, serviços, tecnologia e inovação também devem contribuir com o movimento.

Necessidades da região
No debate que se seguiu à apresentação do movimento Reação Urbana, feita pelo arquiteto e professor universitário Orlando Ribeiro, vice-presidente da Reurb, sugestões foram levantadas pelos agentes. As necessidades da região, como a falta de segurança pública e iluminação em algumas vias, e as oportunidades muitas vezes mal aproveitadas pelo setor de comércio e serviços estiveram entre os pontos levantados por Luciano Bartolomeu, diretor da Abrasel-PR.
“O Plano de Desenvolvimento do Bairro está em aberto, apenas a delimitação do território foi definida para as leis de zoneamento e políticas públicas da região. Além da preocupação em evitar a gentrificação (afastamento dos moradores atuais), precisamos engajar a sociedade civil organizada e a iniciativa privada de forma que todos entendam as oportunidades e vocações daquela área urbana, para evitar o prejuízo econômico de alguns investidores por falta de conhecimento urbanístico local”, explica Ribeiro.

Mercado hospitalar
As oportunidades geradas pelo mercado hospitalar – o segundo mais movimentado, atrás apenas do setor gastronômico – no Vale do Pinhão também foram destacadas, já que seis hospitais da cidade estão localizados na zona de influência do Vale do Pinhão. São eles o Hospital de Clínicas, Cajuru, Marcelino Champagnat, Ernesto Gaertner, Nossa Senhora da Luz e Sugizawa. “O ecossistema de inovação e integração da saúde é uma dificuldade grande que sentimos não só nessa região, mas em toda a cidade. Os hospitais pouco conversam entre si, e isso precisa ser estimulado de alguma forma”, pontua Fernando Carbonieri, médico da Heacking Health CWB.
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*Especial para a Gazeta do Povo.