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Plantas aquáticas estão em alta, são superfáceis de cuidar e podem viver dentro de casa

A aguapé (Eichhornia crassipes) é uma das espécies de plantas aquáticas que sobrevive tranquilamente em vasos dentro de casa, desde que cumpridos alguns requisitos, como sol pleno e troca de água regular. | Bigstock
Se você procura uma planta fácil de cuidar e diferente para ter em casa ou no escritório, as plantas aquáticas são uma boa pedida. Elas estão cada vez mais em alta, tem um cuidado pouquíssimo desafiador e podem até viver em vasos nos espaços internos.
Em sua maioria, como explica Eder Mattiolli, da Flora Quatro Elementos, uma planta aquática é aquela que vive flutuando na água, tirando seus nutrientes da água e do ar, ou cujas raízes, mesmo que estejam enraizadas no solo, aguentam viver em um ambiente encharcado, sem apodrecer.
Se você se interessou por esse tipo de planta, saiba que apenas dois cuidados se fazem necessários, como ensina Mattiolli. Elas precisam de pelo menos 5 horas de exposição direta à luz do sol por dia e, se cultivadas em espaços internos, precisam ter a água do recipiente trocada a cada cinco dias.
"Se a planta estiver em piscinas naturais, lagos ou rios, você obviamente não precisa fazer nada. Ela vai viver tranquilamente no ambiente natural. Mas se estiver em uma área interna, é importante trocar a água por uma série de fatores: para evitar a dengue, para a água não ficar mal cheirosa e para a planta ter nutrientes e oxigênio sempre à disposição", conta o especialista da Flora Quatro Elementos. "Se você não quiser ficar trocando a água, basta instalar uma bombinha de aquário no vaso", sugere.
A manutenção das folhas e raízes, em geral, também é bastante simples. De acordo com Mattiolli, é só cortar as folhagens indesejadas e o excesso de raízes com a tesoura.
Ficou interessado(a)? Confira uma série de espécies aquáticas recomendadas pela Flora Quatro Elementos e pelo portal Jardineiro.net, da botânica e paisagista Raquel Patro!
Aguapé

Conhecida como a "rainha dos lagos", o aguapé (Eichhornia crassipes) pode atingir até 30 cm de altura, com folhas arredondadas, grandes e brilhantes. Ela dá belas flores azuis arroxeadas que se assemelham à inflorescência do jacinto. É uma das espécies que podem ser cultivadas em vasos.
Alface da água

O alface da água (Pistia stratiotes) ganhou esse nome graças a sua aparência que lembra a de um alface convencional. A planta pode chegar a até 4 cm de altura e pode ser cultivada em vasos.
Papiro do Egito

De nome científico Cyperus papyrus, a planta chega a 2 metros de altura no Brasil. No Egito, chega até a altura de 5 metros. Tem hastes firmes e um aglomerado denso de fios finos na ponta de até 30 cm de comprimento. Não é indicado para vasos em áreas internas. Apenas para espelhos d'água, lagos ou tanques.
Sombrinha chinesa

A Cyperus alternifolius recebe esse nome devido ao formato e posição de suas folhas. Essa planta aquática, originária de Madagascar, cresce rapidamente e muitos profissionais de paisagismo a utilizam com frequência em seus projetos. Possui hastes eretas e folhas verdes que, juntas, formam uma roseta. Varia de 50 cm de altura a 1,20 metros. Você pode cultivar essa planta em vasos.
Cavalinha

A cavalinha (Equisetum hyemale) cresce naturalmente nas margens de lagos e riachos. Ela é duplamente uma planta terrestre e também aquática. Você pode usar a planta em vasos, espelhos d’água, jardins e ao redor de lagos artificiais. Varia de 30 cm a 2 metros de altura, dependendo do vaso ou do ambiente em que está inserida.
Mosaico

A planta mosaico (Ludwigia sedioides), nativa da América do Sul, cresce muito bem em lagos e tanques, e você também pode cultivá-la em vasos. Suas folhas são pequenas, em formato de losango, e se encaixam como um mosaico. Chega a ter de 10 a 30 cm de altura.
Ninfeia

A ninfeia (Nymphaea) tem lindas flores e oferece várias opções para quem deseja cultivá-la em casa, uma vez que existem diversas espécies da planta. O mais indicado é cultivá-la em vasos mesmo, mas dessa forma seu crescimento fica limitado. Suas flores variam de cores rosas e brancas a azuis, e sua base é sempre verde e arredondada. Podem chegar até 50 cm de diâmetro, dependendo do vaso.
BAB: a nova vitrine da arquitetura brasileira
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Mais do que uma mostra de projetos, a BAB propõe um diálogo com a diversidade cultural, social e geográfica do Brasil — reunindo expressões arquitetônicas de todos os estados, por meio de um concurso nacional que selecionará residências de cerca de 100 m² para representar cada unidade federativa. Nesse sentido, a Bienal reafirma seu propósito de valorizar a produção local, democratizar o acesso à arquitetura e mostrar como o desenho dos espaços é parte fundamental da vida em sociedade.