Fadiga nas escoras foi causa de queda da laje do prédio mais alto do país em Balneário Camboriú

Foto: Pasqualotto & GT/Divulgação
Laudo técnico contratado pelo grupo Pasqualotto & GT, responsável pela construção do Edifício Yachthouse Residence Club, em Balneário Camboriú, concluiu que a queda da laje de 180 m² onde será o estacionamento e a área de lazer do empreendimento na tarde desta terça-feira (27) ocorreu por fadiga em algumas escoras.
O documento é assinado pelos pelo engenheiro civil Luiz Carlos dos Santos Córdova Júnior e pelo engenheiro mecânico Fernando Falaster Parucker, ambos da L2 Engenharia e Topografia. De acordo com a Prefeitura de Balneário Camboriú, que realizou uma nova fiscalização nesta quarta-feira (28), a área acidentada continua interditada, mas o restante da obra está autorizada a seguir normalmente. O laudo oficial da prefeitura só deve sair na próxima semana.

O empreendimento, ainda em construção, é considerado o maior prédio residencial do Brasil. Quando pronto, em 2019, terá duas torres e 80 andares de altura. O imóvel leva assinatura do renomado estúdio de design italiano Pininfarina, reconhecido internacionalmente por realizar projetos para marcas como Ferrari e Rolls-Royce. As unidades com três suítes, banheira de hidromassagem e três vagas de garagem são anunciadas por cerca de R$ 4 milhões.

“A obra em questão estava na fase de concretagem e o concreto fresco estava sendo lançado com auxílio de bombas hidráulicas. De acordo com o laudo, na hora do incidente, sem aparente interferência externa ou aviso de colapso por meio de ruídos ou desprendimentos de materiais, veio a ocorrer a ruína parcial da forma já denominada de laje”, explica o empreendimento por meio de nota.
O laudo dos técnicos contratados pela construtora ainda revela que, com a ajuda de vídeos dos próprios operários em seus smartphones, foi possível identificar que a lança do caminhão betoneira ficou apoiada sobre a laje, gerando peso extra à estrutura.
