Estilo & Cultura

Conheça o cemitério Bizantino que fica no sertão baiano

Jonathan Seronato
27/10/2015 22:00
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Foto: Um Pouquinho de Cada Lugar

Aos pés de um grande paredão de pedra no quilômetro 15 da rodovia BA-142 está situado um dos cemitérios mais curiosos do país. Localizado na região central da Bahia, em Mucugê, cidade com pouco mais 10 mil habitantes, o Cemitério Santa Isabel (mais conhecido como Cemitério Bizantino) foi construído por volta de 1855, após uma epidemia de cólera que atingiu a região, de acordo com as fontes oficiais da prefeitura. Os jazigos fazem referências a templos católicos.
Foto: Discovery the Brazil
Foto: Discovery the Brazil
A obra foi concluída em 1886 e a escolha do terreno deveu-se por conta da facilidade em escavar. O cemitério é dividido em duas partes: plana e murada, os túmulos podem ser vistos de longe e contrastam com a vegetação da Chapada Diamantina.
Durante o período imperial, a região foi um grande centro de extração de diamantes e a riqueza era tanta que barões do minério deixaram registros para as futuras gerações. Alguns deles chegaram, inclusive, a trazer arquitetos do exterior para que pudessem criar os mausoléus.
Foto: Sorrir e Contar Como Bahia
Foto: Sorrir e Contar Como Bahia
Há inúmeras explicações da denominação de bizantino para o cemitério de Mucugê, mas alguns relatos fazem referência à semelhança com as cúpulas brancas do Mar Egeu, feitas durante o Império Bizantino durante os séculos 10 e 11.

BAB: a nova vitrine da arquitetura brasileira

O cemitério Bizantino desperta curiosidades! Conheça a Bienal de Arquitetura Brasileira — BAB — ela surge como um marco no cenário nacional, com o ambicioso objetivo de tornar a arquitetura mais acessível e próxima à vida cotidiana. Organizado pela Archa, o evento vai ocupar o Parque Ibirapuera, em São Paulo, entre março e abril de 2026, oferecendo ao público uma experiência plural com casas modelo, pavilhões temáticos, instalações interativas, oficinas e espaços sensoriais.
Mais do que uma mostra de projetos, a BAB propõe um diálogo com a diversidade cultural, social e geográfica do Brasil — reunindo expressões arquitetônicas de todos os estados, por meio de um concurso nacional que selecionará residências de cerca de 100 m² para representar cada unidade federativa. Nesse sentido, a Bienal reafirma seu propósito de valorizar a produção local, democratizar o acesso à arquitetura e mostrar como o desenho dos espaços é parte fundamental da vida em sociedade.