Todos os outros móveis dispostos no local, como o sofá aveludado, as poltronas em linho e as mesas de centro, são proporcionais à metragem da sala. Um móvel bar complementa o ambiente. “Quisemos aliar contemporaneidade e aconchego. É acolhedor e funcional, para quem gosta de receber em casa.”
Entre o céu e o inferno
O contraste de purgatório e paraíso é o que o arquiteto Jorge Elmor quer transmitir com o espaço Café. No corredor de entrada para o ambiente, o visitante é levado, primeiramente, a desagradáveis sensações. Ruídos, pouca iluminação, uma foto fragmentada, uma parede de cristal negro exibindo trechos da trilogia Qatsi, do cineasta americano Godfrey Reggio – que trata sobre vida desequilibrada, em transformação e em guerra –, levam a refletir sobre os aspectos da vida moderna. “Um alerta sobre o desequilíbrio ambiental causado pelo homem”, justifica Elmor.
Separado por negras cortinas, o salão principal é um ofuscante contraste com o espaço anterior. Projetado em cores claras e suaves, com móveis confortáveis, cria a utopia do paraíso. Como destaque, poltronas envolvidas em lycra, como se fossem expelidas das paredes, e cadeiras cobertas por voile: uma releitura fantasmagórica de clássicos do design. “O ambiente de tomar café mudou, hoje é um evento para socializar. A proposta é que as pessoas sintam-se transportadas a outra realidade.”
Ambientes verdes
O arquiteto André Largura e a designer de interiores Giovana Kimak, criadores do espaço Bistrot, exploram a brasilidade de forma simples e racional, por meio de cores, materiais, texturas e elementos que valorizam a memória coletiva. “Quis passar uma ideia retrô, em um ambiente seco, sem muita decoração. O espaço resgata as lembranças de família, com os painéis desproporcionais em MDF, que nos fazem parecer menores, remetendo à infância, e na mesa grande da sala de jantar de uma tia ou da avó”, afirma Largura. O verde predomina no ambiente de 112 metros quadrados. Nele, Largura destaca a iluminação cenográfica de Beto Bruel e fotografias de Orlando Azevedo. Os cliques retratam com singularidade o modo de viver do cotidiano brasileiro. “É um trabalho que explora a brasilidade do interior do país, registradas nas viagens de Azevedo”, diz.
Como o nome indica, o verde predomina na Varanda Green Bar, projeto do arquiteto Jayme Bernardo, que une conceito e sustentabilidade. Um extenso corredor, envolvido por um túnel verde com pé-direito rebaixado, leva o público a uma ampla área externa coberta. Bernardo faz uma leitura de Curitiba como um importante destino turístico, ganhando mais motivos além dos negócios para ser visitada. “O turista está em busca de conhecimento, apreciação do verde e, principalmente, descontração e descanso prolongado”, diz.
O espaço sustentável foi desenvolvido com revestimentos em madeira de reflorestamento. O deque foi concebido com madeira ecologicamente correta, combinada a bancos de tora. Pastilhas de vidro e um espelho d’água causam um impacto visual. Os lustres, mesas e bancos são assinados pelo próprio Bernardo.
O arquiteto Maximiliano Scandelari criou o Lounge Balaroti. “Quis criar um espaço onde as pessoas possam descansar com aconchego e elegância”, diz. A vegetação é um destaque, com palmeiras ráfis em vasos de vidro. A sustentabilidade aparece, ainda, em painéis de restos de madeira de demolição. Nas paredes foi trabalhado um pórtico com efeito camurça marrom. No teto, o rebaixo do gesso com diferenças de larguras valoriza o pé-direito alto. Os pendentes marcam o espaço de bar, junto com a bancada de madeira de demolição. Scandelari destaca o mobiliário de designers, como Sérgio Fahrer, Pedro Mendes e Marcos Ferreira.
