Decoração

Proteção especial

adrianoj
20/11/2009 02:46
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Buscando solucionar esse problema ela investiu em um alarme monitorado, grades reforçadas e a contratação de um caseiro, que abre a casa semanalmente. “Ele mora próximo e pode passar até diariamente em frente para ver se está tudo certo e nos avisar em caso de alguma irregularidade”, diz.
Todo o aparato de segurança custa mensalmente, em média, R$ 250, mas o retorno é o sossego. “De outra forma seria difícil ficar tranquila.”
Lair Vieira Gergeli trabalha como caseira no Litoral há 23 anos e hoje cuida de cinco casas em Praia de Leste. Além de “monitorar” os imóveis diariamente, ela providencia uma limpeza semanal e cuida de pequenos reparos. “Se for preciso consertar uma calçada, muro ou fazer uma pintura, eu, meu filho e meu marido oferecemos o serviço também”, diz.
Ela conta que algumas vezes ajudou a livrar ou remediar os imóveis da ação de vândalos. “Já aconteceu de ver vidros quebrados ou um cadeado que foi roubado e avisar os proprietários para que eles autorizassem a troca.”
Para Tereza, essa forma de se proteger não é totalmente garantida e pede um rigor na hora de selecionar o caseiro. “A única forma é reunir referências e contratar alguém por indicação”, recomenda.
Há também soluções convencionais de segurança para o litoral. César Almeida, diretor de monitoramento da Siemens, explica que é comum as pessoas relaxarem um pouco com a segurança de imóveis de veraneio. “É natural que se costume investir mais em imóveis usados o ano todo”, diz. Uma solução da empresa é o pacote que incluí dois imóveis: o da cidade e o do litoral, por exemplo. “O que se faz é compensar um pelo outro. Durante o período letivo há um desconto no imóvel de praia e na temporada, inverte-se o valor.”
Segundo Almeida, a instalação de uma central para monitoramento com até oito sensores custa em torno de R$ 1.000 e o serviço de atendimento em caso de disparo custa cerca de R$ 150 mensais para atender os dois imóveis.
Antes de contratar uma empresa de segurança eletrônica é importante se certificar de que os profissionais são capacitados para desempenhar a função. “O maior problema do setor é a clandestinidade. O profissional de segurança precisa passar por cursos e ser cadastrado na Polícia Federal. O contingente de clandestinos é enorme, especialmente em cidades menores”, afirma Tatiana Tatiana Diniz, presidente da Associação Brasileira de Profis­sionais de Segurança (Abseg).