No coração da cidade, em um prédio a 100 metros da Praça da Duomo (catedral em estilo gótico com mais de 700 anos), o Brasil marcou presença no espaço Brazil S/A, que pelo quarto ano seguido reúne a produção nacional. Um dos projetos mais instigantes é a coleção de luminárias AGT Yawanawá – A Força da Floresta, desenvolvida por Marcelo Rosenbaum, em parceria com os índios da tribo Yawanawá, do Acre. O projeto tem assinatura de outros dois estúdios: Nada se Leva e o paranaense Fetiche Design. No lounge foram expostos os projetos “Reflexos do Brasil”, reunindo nomes da arquitetura brasileira, entre eles o paranaense Jayme Bernardo. Cada um fez uma releitura em tecido de um clássico lustre francês Baccarat.
Brera
Em Brera, bairro artístico da cidade, rodeado de galerias, pequenos espaços de eventos e reunião de artistas, não havia brasileiros, mas a visita valeu para conhecer o espaço da Moroso em Via Pontaccio. A instalação “The Revolving Room”, da designer Patricia Urquiola, fez do showroom um espaço sensorial com novos tecidos da marca. Perto dali, a exposição de sete peças inéditas desenvolvidas por Luca Nichetto ao lado de Oki Sato, do estúdio Nendo, ganharam inúmeras visitas e elogios pela aposta em um design irreverente.
Tortona
A Via Tortona, repleta de bares e restaurantes, é tomada por designers e artistas durante o Salão. Os estúdios e galpões do bairro recebem diversas mostras. Lá vários brasileiros brilharam. Entre eles a arquiteta gaúcha Betina Gomes, que apresentou a “Casa do Futuro”, um espaço com 32 m² que traz o conceito da morada móvel, portátil e funcional. O projeto rendeu destaque para a arquiteta no prêmio italiano Design Awards.
A mostra Rio + Design levou o melhor da criação carioca com nomes como Guto Índio da Costa, curador do projeto, Zanini de Zanine e Cláudio Magalhães.
Mais Milão
Na próxima revista Viver Bem Casa & Decoração, que circula dia 23 de maio, você confere maias duas reportagens sobre o Salão Satélite e o Salão Ofício.
