Quem ensina são a arquiteta Eliane Canhoto, professora do Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões (Cepdap), e a designer Graziella Silva. Em pouco mais de três horas elas montaram o quadro que você vê nesta página.
O trabalho é uma forma de decorar a casa reaproveitando sobras de materiais. As lojas de decoração vendem rolos de papel de parede com 50 x 10 metros. E a medida nem sempre é exata, o que faz com que algumas lojas fiquem com o restante, não suficiente para outra aplicação. Ou seja, materiais perfeitos e bonitos ficam inutilizados. “A ideia de personalizar e caracterizar o espaço fica clara com a utilização dos papéis de parede, que estão com os mais variados estilos, cores, padronagens e texturas”, diz Eliane.
Ela indica separar estampas de cores próximas, não importando se forem listradas, florais ou geométricas. Ou ainda retalhos de tons bem fortes, como amarelos e vermelhos. “O importante é não misturar estampas, para que elas não façam competição uma com a outra”, diz Eliane.
A montagem pode ser feita em qualquer superfície lisa. Já em ambientes em que existam juntas, como os azulejos, o ideal é um material (tecido ou papel) de gramatura maior, como brim. Mesmo assim, a aderência pode ficar imperfeita. A solução pode ser forrar a superfície com placas de drywall ou MDF, por exemplo, para que os azulejos não precisem ser retirados. No caso da opção por tecido, as profissionais informam que as tramas são um complicador na hora da aplicação.
Por mais que pareça um estilo“alternativo”, o patchwork pode ser misturado a um móvel clássico ou de demolição. Também pode ser composto com uma luminária ou uma poltrona, destacando não somente a parede como o próprio móvel.
Serviço:
Agradecimento
ELitz interiores, por ter fornecido o papel de parede, fone (41) 3324-4474.
