Decoração

Idealizados para a Copa do Mundo

adrianoj
21/05/2010 03:12
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O continente do país sede não poderia faltar. A criação da Suíte África ficou a cargo das arquitetas Daniela Nunes e Pauline Kubiak e da designer de interiores Mônica Sanches. O tecido bogolan, de Mali, foi a fonte de inspiração. Pintado à mão, é estampado com formas geométricas tradicionais de tribos africanas. “Uma das referências é a luminária no teto, com o mesmo desenho do tecido”, diz Daniela. Quarto, sala de estar e banheiro dividem espaço harmoniosamente. A ausência de armário chama a atenção na suíte. “Dificilmente ajeitamos os pertences em armários senão em nossa própria casa”. Em substituição, foram fixados ganchos nos espelhos e colocados gavetões, além de uma prancha no chão para descanso das malas. O tom negro dá um toque elegante e a madeira de demolição traz um ar de aconchego. “O conforto e comodidade são alcançados com auxílio da automação nas luminárias e da lareira à gás.”
Em homenagem ao país penta-campeão do mundo, a designer Luciana Baggio projetou a Suíte Brasil, que explora o verde e o amarelo da nossa bandeira, porém em tonalidades suaves, que imprimem elegância ao ambiente. “A ideia é entrar no quarto e relaxar. Por isso o colchão com tecnologia relaxante, chases, poltronas, sistema de aromaterapia e piso aquecido”, diz Luciana. As referências a uma partida de futebol estão em cada canto: nas formas arredondadas das poltronas, da cabeceira da cama, de mesinhas laterais e pendentes; em quadros com detalhes de lances; além de um grande painel nas janelas, que integra o espaço ao gramado de um inflamado estádio. “É possível sentir-se como se estivesse dentro do campo, com arquibancadas lotadas.”
Clássico e contemporâneo
As arquitetas Caroline Andrusko e Eliza Schuchovski optaram por explorar a arquitetura contemporânea na Suíte Ásia. Para a composição, foram utilizadas cores neutras, como cru, fendi e azul turquesa. “A ideia é explorar o aconchego e o lado zen dos asiáticos”, diz Caroline. Ela destaca a automação do ambiente em toda a parte de áudio e vídeo, cortina e iluminação. “Através de um iPhone é possível ligar o som ou acender as luzes, antes mesmo de entrar na suíte.” Na decoração, foi tomado o cuidado de utilizar peças originais. Os tecidos do sofá, das almofadas e da cabeceira da cama vieram de Bali, na Indonésia. Os móveis são em madeira teca, extraída de áreas de reflorestamento da Ásia. Os tapetes são indianos, confeccionados com fios de seda.
Com assinatura da arquiteta Mariana Paula Souza, a Suíte New York faz referências a cenários turísticos e urbanos da Big Apple. Em 70 metros quadrados estão dispostos cozinha, sala de estar, dormitório, banheiro e escritório. “Quis evidenciar o loft novaiorquino”, diz Mariana. Um suporte em frente a cama, preso ao chão e ao teto, permite que o aparelho televisor seja girado e sua imagem vista de todos esses ambientes. Mariana garante o ar de requinte por meio de texturas e de cores, como preto, vermelho, prata e bronze. O estilo skyline nas paredes, com espelhos e madeira na mesma padronagem dos móveis, transporta os arranha-céus de Manhattan para dentro da suíte. Práticos nichos e lustres pendentes complementam o estilo. “As luminárias, com fraca luminosidade, representam todo o glamour de New York.” No banheiro, uma parede de samambaias simboliza o verde dentro da metrópole, como é o Central Park.
A Suíte Veneza vem representando o continente europeu. As designers de interiores Carla Gil Heller e Roberta Ribeiro procuraram explorar a arquitetura local. “Cerca de 80% das casas tem vigamento de madeira aparente no teto, que serve de sustentação das construções”, afirma Carla. No piso, placas de pedra envelhecida, para dar sensação de um ambiente antigo. “Veneza tem uma arquitetura renascentista, mas não quería­mos dar uma cara pesada. Por isso utilizamos um mobiliário mais contemporâneo, de linhas retas.”
Áreas comuns
O espaço Lobby, Recepção e Ba­­nheiros, das arquitetas Claudianne Abreu e Daiane Manica, prioriza funcionalidade e acessibilidade. No sanitário feminino, destacam-se linhas curvas e cores delicadas. Contrapõe-se ao masculino, de linhas retas e cores fortes. No sanitário para portadores de necessidades especiais, um ambiente clássico e acolhedor, de cores neutras. No lobby e na recepção, a ideia foi transformar a área de circulação em local de permanência. “Ele agrega as funções de estar e informação em um ambiente aconchegante e dinâmico”, diz Claudianne.