Como escolher os móveis, a cor da parede, os tapetes, os objetos de decoração que combinam com você, sua família e sua casa? A decisão de como decorar é “pessoal e intransferível”. Um arquiteto ou designer de interiores pode ajudar muito, especialmente para deixar os ambientes harmoniosos, mas até ele precisará entender do que você gosta, como vive, qual é o seu estilo, para projetar.
“O papel do arquiteto ou designer é entender as necessidades e o estilo de vida dos moradores, além de resolver os problemas de espaço”, diz Suzete Filipak Mengatto, coordenadora do curso de especialização em Design de Interiores, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Ângela Leitão Sallem, professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), destaca ainda que o fator determinante para a decoração da casa é o espaço, que precisa ser estudado para que se tire partido das limitações. “O que existe é a essência do espaço. Para decorar é necessário pesquisar o que existe no mercado de mobiliário e de objetos”, explica.
Tão importante quanto a funcionalidade é o estilo da decoração. Conhecê-los é uma forma de descobrir do que se gosta e começar a definir uma decoração personalizada.
O jeito de decorar atual reúne várias referências de décadas passadas. A contemporaneidade dentro de casa tende para o leve, sem muitas curvas, dando preferência a traços retos, com poucos móveis.
Um dos estilos mais tradicionais é o clássico, conhecido pelo mobiliário de linhas elegantes e ricas com origens na arquitetura grega e romana.
O estilo moderno objetiva linhas retas e ambientes limpos. “É um dos estilos mais difíceis de resgatar, porque era um momento muito específico de negação da ornamentação presente no clássico e de ascensão da produção em escala”, comenta Ângela.
Outra possibilidade é se voltar para a natureza adotando um estilo rústico, com o uso de madeira, bambu e outros elementos naturais.
Independentemente do estilo, a harmonia na decoração deve seguir um teste visual, de acordo com Suzete. “Sugiro que após terminar de arrumar um espaço a pessoa saia e volte depois de um tempo. Se algo saltar ao olhar, esse ‘algo’ está sobrando. Quando existe harmonia, o ambiente se sobressai aos objetos.”
Financiamento
Quase todas as lojas de móveis dispõem de facilidades de crédito. A dica de pagamento à vista facilita a barganha de descontos. “Para quem está comprando imóvel financiado vale a pena até aumentar o valor do financiamento para ter dinheiro e comprar móveis à vista”, diz o economista Lucas Dezordi, professor de economia da FAE Centro Universitário.
Quem está decorando pode ainda usar a linha de crédito Construcard, da Caixa Econômica Federal para comprar móveis planejados. Segundo o banco, as compras devem ser efetuadas nos estabelecimentos comerciais credenciados pela instituição, por meio de cartão específico. O interessado deve apresentar o projeto dos móveis assinado por empresa ou profissional especializado.
O valor mínimo é de R$1.000 e o máximo depende da capacidade de pagamento aprovada para o cliente que tem até 60 meses para quitação. Os juros são de 1,57% ao mês mais a TR (taxa referencial).
