Página a página
Pensando em quem gosta de manter o acervo em local fechado, os arquitetos André Largura e Giovana Kimak Santos montaram uma proposta com a estante de demolição do Depósito Santo Antônio. A idéia é deixar os livros à vista e integrar a área de leitura.
Pensando em quem gosta de manter o acervo em local fechado, os arquitetos André Largura e Giovana Kimak Santos montaram uma proposta com a estante de demolição do Depósito Santo Antônio. A idéia é deixar os livros à vista e integrar a área de leitura.
• Para os arquitetos André Largura e Giovana Kimak Santos, os livros precisam estar sempre ao alcance das mãos.
• Ter o essencial facilita na hora de guardar e manter. Livros não são enfeites.
• Tenha perto da estante um local de apoio para consultas rápidas e livros muito grandes.
• A biblioteca ficar em móvel aberto ou fechado é uma questão de gosto pessoal. Nos abertos, os exemplares ficam à mostra, o que pode provocar mais consultas. Os fechados têm a vantagem de não juntar poeira. Nesse caso, o ideal é optar por portas de vidro ou acrílico para os livros ficarem visíveis.
• Ao trabalhar com estantes abertas, uma dica é encapar e catalogar os volumes, o que ajuda a uniformizar e organizar os exemplares.
• Ao trabalhar com estantes abertas, uma dica é encapar e catalogar os volumes, o que ajuda a uniformizar e organizar os exemplares.
• Se a sua coleção vive crescendo, uma boa alternativa são cubos de MDF, que você manda fazer conforme a necessidade.
• A arquiteta Karina Kawano e a designer Denise Maruishi lembram que os móveis não devem ser muito profundos para não sobrepor exemplares, facilitando o acesso. Prateleiras com profundidade de 30 a 35 cm são ideais.
• Como os livros são pesados, o ideal é reforçar a estrutura para impedir que as prateleiras enverguem. Estas estruturas podem ser metálicas, podendo ou não ser revestidas com madeira.
Cuide bem deles
A chefe da Divisão de Preservação da Biblioteca Pública do Paraná, Bety de Luna, dá dicas de como conservar seus livros em casa:
Além de armazenar uma grande quantidade de exemplares, o móvel projetado pela arquiteta Karina Kawano e a designer Denise Maruishi tem acesso fácil e diferentes volumes. Na parte superior, onde ficam os livros, as portas de correr com vidros jateados proporcionam leveza ao conjunto e deixam passar a luz, impedindo que os exemplares mofem e que a poeira se acumule. No nicho central, a iluminação embutida valoriza os objetos de decoração. Na parte inferior, cubos soltos setorizam e organizam pastas, catálogos e documentos.
Como guardar
• Em estantes, preferencialmente de aço – a madeira é receptiva a cupins e brocas, que prejudicam o papel.
• Arrume-os na vertical, com a lombada à mostra, sem inclinação. Caso a prateleira não seja preenchida, use bibliocantos para segurá-los.
• Eles não devem ficar encostados na parede do fundo, nem com uma parte para fora prateleira.
• Para os mais antigos ou danificados, mande confeccionar caixas sob medida com papel alcalino (encontrado em papelarias especializadas).
• Os de maior volume devem ser armazenados na horizontal, com sobreposição de mais ou menos 3 livros, dependendo da espessura (quanto maior, menos unidades).
• A biblioteca deve ficar no ambiente mais seco da casa, evitando-se paredes com encanamento ou coladas ao banheiro.
• Se houver bolor na parede, use desumidificador ou esterilizador de ar, que impede a proliferação de fungos e bactérias.
• Não deixe que a luz solar incida sobre os livros e evite o excesso de luz artificial. Quando o ambiente tiver luz fria (fluorescente), use filtros ultra-violeta na lâmpada ou luminária.
Como limpar:
• Uma vez por mês, passe aspirador de pó com bico de cerdas macias nos cortes dos livros e ao redor nas estantes. Espanador não adianta, pois não tira o pó.
Na casa dos arquitetos André e Giovana, as bancadas baixas em MDF deixam os livros à vista. “Livro fechado é para não ler”, opina André. A proposta é deixar tudo à mão, integrado ao dia-a-dia. A mesa de jantar perto facilita as consultas.
Como manusear:
• Ao retirá-los da estante, nunca puxe pela borda superior com o dedo, o que acarreta o rompimento da lombada. Devem ser pegos pelo meio.
• Não deixe os livros abertos na mesma página por muito tempo.
• Não apóie objetos sobre o livro aberto.
• Evite fazer reproduções, que prejudicam o papel.
• Não dobre o papel para marcar as páginas, use um marcador, de preferência de papel.
• Não dobre o livro ao contrário. Isso acarreta o rompimento das costuras.
• Não use fita adesiva, clips e grampos metálicos ou elásticos de borracha. Esses materiais se deterioram e deixam marcas no papel.
Guardar flores e folhas no livro acelera a acidez do papel.
• Evite comer, beber e fumar enquanto lê.
Como recuperar:
• Em caso de bolor, o primeiro passo é descobrir a causa e tentar eliminá-la. Use aparelhos desumidificadores ou ventiladores no ambiente.
• Se o mofo estiver impregnado, só um processo de restauração feito por especialistas dá conta. O mesmo vale para papel amarelado (veja indicações no serviço).
• Nas capas plastificadas, é possível usar uma mistura do desinfetante lysoform com água.
• Em caso de folhas soltas, pegue um pouco de cola branca, dilua em água e, com um pincel, faça um traço bem próximo à região lombar para grudar a página. Essas duas dicas só devem ser tentadas em livros comuns, jamais em obras raras ou de coleção especial.
Serviço: André Largura e Giovana Kimak Santos (arquitetos), fone (41) 3242-5225. Karina Kawano e Denise Maruishi (Artd3 arquitetura e design), fone (41) 3339-1105. Restauradores de papel: Oficina do Papel, fone (41) 3342-6490; Laboratório do Papel, fone (41) 3015-6715; Ateliê Restauro & Papel, fone (41) 3015-1008. Depósito Santo Antônio, R. Comendador Araújo, 617, fone (41) 3223-7261.