Com quase 65 anos de história, a indústria de móveis italiana Kartell se notabilizou pelos móveis e objetos de decoração, feitos em plástico, que se tornaram ícones do design contemporâneo. A lista de peças emblemáticas, premiadas e de designers renomados no rol de parcerias com a empresa é grande e inclui nomes como Philippe Starck e Patricia Urquiola. Por trás desse sucesso, está o trabalho da família Luti, liderada por Claudio, o CEO da empresa, e sua filha Lorenza que responde pela área de marketing e varejo e é a responsável pela expansão da marca nos últimos anos. Ela conversou por e-mail com a Viver Bem Casa & Decoração dias antes de desembarcar em Curitiba, onde inaugurará, hoje (28), a primeira loja da Kartell no Paraná.
Você foi a responsável pela expansão da marca Kartell nos últimos anos. Como começou o “namoro” com o Brasil?
Abrimos a primeira loja em São Paulo há quase dez anos e temos assistido claramente o crescimento do nosso negócio. Claro que é um mercado delicado, existem outras lojas de monomarcas qualificadas. Com as inaugurações neste fim de ano, completaremos sete lojas próprias no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Goiânia e as novas Santo André, Recife e Curitiba. Nossa intenção é abrir, pelo menos, mais 50 lojas no Brasil dentro dos próximos 5 anos.
Porque investir em uma loja em Curitiba?
Curitiba é uma das mais interessantes cidades do Brasil, evoluiu muito e tem alta qualidade de vida. Não poderia faltar na cidade uma flagship store Kartell, que contará com o nosso catálogo completo e a linha de acessórios de moda Kartell à la mode.
O mercado brasileiro vem despertando o interesse internacional. Foi o bom momento da economia brasileira que fez a Kartell ampliar os investimentos no país?
Prestamos muita atenção em todos os mercados e aos investimentos de outras empresas, mas também somos pioneiros, apostando em um mercado muito antes de outras marcas. No Brasil, decidimos começar o negócio com parceiros em diferentes cidades. Damos as diretrizes, a imagem e a identidade corporativa.
Você acredita que o perfil do consumidor brasileiro combina com as propostas da Kartell?
Absolutamente. O brasileiro tem, em geral, muito bom gosto, é receptivo e aberto às novidades em design. E nos reconhecem como uma marca de luxo, com produtos icônicos. Estamos confiantes em nossa expansão no Brasil, que está apenas no início.
Como foi a criação da linha de sapatos da Kartell e quais as pretenções da marca no mundo da moda?
Foi em 2008 e pensamos em ampliar o conhecimento que a Kartell tem em materiais plásticos para a criação de sapatos em dois tons, que combinam efeitos transparentes e opacos. Rapidamente, eles se tornaram objetos de desejo para toda princesa moderna. Agora pretendemos reforçar esta nova divisão com a expansão para outros produtos de moda buscando parcerias com novos designers.
Para mim, a Kartell não é apenas uma empresa de design, mas uma marca de estilo de vida autêntica.
A Kartell tem coleções assinadas por designers internacionais. Vocês têm pretenção de trabalhar com profissionais daqui?
Nós não escolhemos os designers pela sua nacionalidade, mas pela abordagem para o projeto de design industrial. Gostamos de estabelecer colaborações de longo prazo, ter um diálogo constante. No momento não existem designers brasileiros em nossa equipe, mas quem sabe, no futuro.
