Decoração

A arte e o design da luz

Fabiane Ziolla Menezes, enviada especial
05/05/2011 03:01
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?Busquei uma forma que ficasse bonita mesmo apagada e que pudesse ser vista como uma escultura dentro do ambiente?, explica o designer alemão Werner Aisslinger, que desenhou a Behive para a italiana Foscarini e parece resumir o que boa parte de seus colegas apresentaram na mostra: peças esculturais.
Para isso, metais e transparências, como vidro e acrílico, foram os materiais que mais se destacaram, mas madeiras e tecidos também tiveram participações. Em termos de tonalidades, luminárias feitas para lâmpadas com efeito soft, de luz calma e relaxante, foram as mais vistas.
Aliás, as palavras de ordem nas novas coleções parecem ter sido ousadia e relaxamento. Alguns modelos de chão, para áreas internas e externas, como a Ícaro, da Modo Luce; e a Ecomoods, da Philips, incorporaram bem esse clima. As formas minimalistas e contrastantes com a natureza também se destacaram entre as luminárias para jardins e outros ambientes externos, como os modelos Eraclea, da Artemide; e OutBox-InBox, da Torremato.
Efeitos
Além do formato escultural, parte das novidades de 2011 também priorizou a personalização. Marcas como a espanhola Vibia e a italiana Artemide lançaram peças modulares decorativas que podem ser fixadas no teto e nas paredes e seguem o gosto do arquiteto e do cliente. É quase como brincar de patchwork.
Um desses modelos é Match, dos designers Jordi Vilardell e Meritxell Vidal para a Vibia. As peças são pequeníssimas lâmpadas presas ao teto por hastes metálicas finas, que podem ser fixadas com diferentes distâncias entre si. ?É como se elas tivessem sido jogadas ali, displicentemente, mas no fundo esse acaso foi planejado desde o início?, explica Vilardell.
Outro efeito luminoso que também parece ser por acaso mas é bem planejado é o Wallrupture, de Thierry Dreyfus para a alemã Flos, que faz parte de uma categoria chamada de iluminação de arquitetura ? no caso dela, ocupa literalmente ?rasgos? na parede. Segundo a descrição do próprio designer, o efeito ?é de sugestão da força da natureza, com referência implicita a acontecimentos como terremotos, combinada com a precisão e o rigor da formalidade de um projeto arquitetônico?. Ou seja, a sensação é de ficção científica dentro da sala.
Se o inusitado não está no físico da luminária, está na luz. Os lançamentos Caustic, de Ross Lovegrove; e Chrysalis, de Marcel Wanders, ambas para a Artemide, proporcionam não só formas bonitas e orgânicas, mas efeitos luminosos que fazem desenhos sobre a parede e/ou teto. De novo, a ideia é que a luminária seja mesmo o centro das atenções do ambiente.

Veja no slideshow abaixo mais uma galeria de novidades: