Prateleiras de vidro, iluminação com led, perfis de alumínio de diversos tons, portas de espelho, vidro ou laminados com inúmeros padrões de cores, que variam dos amadeirados com texturas às luxuosas lacas brilhantes. Com tantas opções no mercado de móveis planejados, os consumidores ganharam múltiplas possibilidades de combinações.
Produtos que tinham forte ligação com cozinhas e quartos, os planejados ganharam espaço e estão em toda a casa. “Antes as empresas tinham tecnologia só para cozinha. Hoje dá para fazer a casa inteira e com perfeição. Algumas marcas vendem inclusive os eletrodomésticos e estofados”, comenta o arquiteto Carlos Lupatini, do escritório Lupatini Lima Ramos Arquitetos Associados.
Nessa perspectiva, a professora do departamento de Desenho Industrial da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Jusméri Medeiros, reforça a mudança de conceito por que passou o mercado de móveis modulares nos últimos anos, abandonando os módulos de tamanhos específicos, para oferecer projetos que atendem a área exata de um ambiente. “Com módulos definidos era difícil aproveitar todo o espaço. A modulação atual varia, normalmente, de cinco em cinco centímetros na largura e tem mais variação de profundidade e altura. É quase como uma marcenaria industrial”, afirma.
Como vantagens dos móveis planejados, Lupatini lista ainda a segurança no prazo de entrega e a qualidade dos acessórios e ferragens. “São grandes indústrias que trabalham dentro de um planejamento, dificilmente atrasam e usam componentes de qualidade, pois têm um compromisso com a garantia do produto”, opina.
A arquiteta Carla Kiss enaltece as possibilidades quanto ao design, que é renovado com frequência, buscando tendências de feiras internacionais e da moda. “As indústrias de planejados têm setores especializados em design, desenvolvendo novos e exclusivos padrões”, diz.
Para os arquitetos, o fato de o preço ser geralmente mais elevado na comparação com a marcenaria justifica-se no serviço prestado. “As lojas oferecem um projeto completo e a segurança de que haverá profissionais capacitados para montar o produto. O preço é dos móveis e dos serviços agregados”, completa Lupatini.
Cuidados
O interesse pelos modelos, cores e acabamentos de um móvel não bastam para determinar a compra. A professora da UTFPR recomenda que ao optar por móveis planejados o consumidor relacione as empresas nas quais têm interesse e faça uma pesquisa no Procon para saber como elas se comportam com seus clientes. “Por mais que a pessoa tenha feito uma medição dos ambientes, é imprescindível que o projetista da loja tire as medidas para não haver equívocos”, aconselha. No momento da instalação, Jusméri recomenda que se teste a abertura das portas e gavetas e se não há riscos ou imperfeições nos móveis.
Nas próximas páginas, o Guia Casa da Gazeta do Povo apresenta, por ambientes, alguns projetos com diferentes linhas de móveis planejados, mostrando as tendências do ano e indicando como otimizar o espaço.
