Arquitetura

Terra na medida certa

Gabriel Azevedo
27/03/2014 03:26
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A terraplenagem, usada para nivelar terrenos antes da obra, serve para adaptar o solo que não está de acordo com o projeto da construção

Fissuras, trincas e infiltrações a ponto de comprometer uma construção. Não dar importância, ou simplesmente ignorar o processo de terraplenagem, pode gerar problemas sérios de ordem estrutural, como recalques e inundações. A terraplenagem nada mais é do que uma movimentação de terra e limpeza. O processo – usado para nivelar terrenos antes da obra – serve para adaptar os solos que não estão de acordo com os projetos arquitetônicos.
Segundo o engenheiro civil José Augusto Néia, consultor e especialista em patologia nas obras civis, a determinação de corte e aterro é definida pelo projeto arquitetônico da construção, baseado nas informações do levantamento topográfico. “O autor do projeto parte de uma cota (topografia) de referência e desenvolve o projeto de uma casa, procurando explorar de forma racional o perfil original do terreno”, afirma.
O engenheiro salienta que há áreas de Curitiba em que os trabalhos de corte e aterro são suaves. Mas em regiões mais altas, como Barigui, Vista Alegre, Mercês, Pilar­zinho e Bairro Alto, onde os terrenos são mais acidentados, o serviço é mais complexo e exige uma atenção maior no levantamento topográfico.
Segundo a arquiteta Fabiula Sad Carazzai, responsável técnica da Construtora MAG, a terraplenagem precisa ser bem executada para que todos os aspectos técnicos – ventilação, visibilidade e estética – sejam atendidos. “[Em Curitiba] existem terrenos em que só é possível executar obras quando escalonadas, pois são terrenos extremamente íngremes”, explica. “Na realidade, o ideal é buscar um projeto que trabalhe próximo à topografia natural do terreno. Cortes e aterros muito significativos demandam cuidados excessivos de planejamento e execução”.