Revestimento de luxo em prédio de Londres ajudou na propagação do fogo

Por Gilmar Longato
Foto: AFP/Adrian Dennis
Foto: AFP/Adrian Dennis

O incêndio que destruiu o Greenfell Tower em Londres na madrugada do último dia 14 pode ter sido agravado pelo revestimento colocado na fachada do prédio em uma reforma de 2016. A obra tinha a pretensão de modernizar o edifício para que a construção se adequasse esteticamente aos apartamentos luxuosos da região. Porém, o revestimento utilizado era inflamável e fez com que o fogo se espalhasse mais rapidamente pelos 24 andares da torre durante o incêndio, como apurou o jornal britânico The Independent.

Ainda segundo o jornal, o processo escolhido para a adaptação estética do prédio criou uma cavidade de 25 a 30 milímetros entre o isolamento e o revestimento. Pode parecer pouco, mas a cavidade já é suficiente para produzir um túnel de vento que contribui para a propagação do fogo. A escolha do revestimento ficou a cargo da empresa Rydon, que foi a responsável pela remodelação do prédio.

O documento de planejamento da regeneração da Grenfell Tower pretendia melhorar sua aparência porque “a torre é visível da Área de Conservação Avondale adjacente ao sul e da Área de Conservação de Ladbroke a leste”.

O incêndio na área de North Kensington começou à 0h15 (21h15 de Brasília). Ele deixou pelo menos  17 mortos e 78 feridos, sendo que 34 continuam hospitalizados. O imóvel contava com 120 apartamentos. Ainda não se sabe o que iniciou o incêndio.

*Com colaboração de Amanda Lüder.

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