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Marcia e seu marido Marco: quatro reformas e ânimo para muitas outras | GAZETA
Reforma para mim nunca foi sinônimo de dor de cabeça. Falo isso com a propriedade de quem está acompanhando a quarta reforma em cinco anos. A primeira ocorreu em um apartamento, no bairro Boa Vista, em que morava com meu marido, Marco, e filho, Mateus. Era um imóvel com mais ou menos oito anos e depois de quitarmos o financiamento resolvemos atualizar tudo com uma reforma geral.
Revisamos as ligações elétricas e hidráulicas, mudamos revestimentos da cozinha e dos banheiros, fizemos sancas em gesso e renovamos toda a pintura, além dos móveis e da decoração. Foram aproximadamente nove meses convivendo com a poeira e com a desorganização, mas garanto que esse é o único inconveniente de ficar em casa enquanto a obra está em curso. O prazer e a surpresa de ver sua casa mudando e ficando do jeito que você sonha, é muito bom.
Gastamos cerca de R$ 80 mil e moramos por dois anos no apartamento “novo”, até que resolvemos vender para comprar um apartamento recém-construído no Ahú. Na hora da venda conseguimos perceber o quanto a reforma valorizou o imóvel. Em apenas duas semanas ele foi vendido, sem ser anunciado.
Quando chegamos ao apartamento novo sentimos a necessidade de aumentar o espaço da suíte para colocar mais armários, além de colocar os revestimentos nas áreas secas e de fazer a sanca em gesso. Nós mudamos com as obras em andamento, elas estão para ser finalizadas em um ou dois meses. Foi preciso quebrar paredes e novamente conviver com a poeira.
Nas duas reformas a presença da arquiteta Cristiane Dias foi fundamental. Confiar no profissional e ter projeto e planejamento em mãos são garantias para que nada saia do controle. Além disso, contratamos os profissionais indicados por ela para que fizessem a obra de acordo com o projetado. Para quem pensa que contratar um arquiteto para a reforma é sinônimo de gastar mais, posso garantir que não. Nós, leigos, muitas vezes não aproveitamos todos os espaços e não conhecemos o que há de melhor em produtos no mercado. A Cristiane nos ajuda com ideias e sugestões de materiais e móveis.
As outras duas reformas em que estive envolvida aconteceram no prédio onde trabalho e em um apartamento de uma familiar.
O apartamento pertence a uma tia do meu marido e fica na mesma região da minha casa. Estava alugado, mas por ser antigo precisava de uma reforma, até para valorização. Investimos R$ 30 mil para dividir um banheiro que era muito grande, típico de apartamentos antigos, fazer um closet ao lado do quarto principal, transformar a cozinha em americana, separar a área de serviço da cozinha, além de pintar e mudar a iluminação. O resultado foi surpreendente e o aluguel passou de R$ 560 para R$ 850 mensais.
Depois dessas quatro experiências o que posso dizer é que, tendo um profissional para orientar e um projeto bem resolvido, é muito gostoso reformar e dar novos ares à casa.