Observatórios indianos de quase 300 anos foram construídos para interagir com o cosmos

Por Gilmar Longato
Foto: Divulgação
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Geógrafos, arquitetos, matemáticos, historiadores e curiosos de plantão são atraídos todos os anos para as ruínas de Jantar Mantar, em Jaipur, norte da Índia. Considerado Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o observatório de quase 300 anos foi construído para auxiliar os astrônomos na interpretação dos movimentos dos astros, para estimular o interesse pela astronomia e há quem diga que até para interagir com possíveis extraterrestres.

As 19 construções são instrumentos em larga escala especializados em diferentes medições por meio da luz solar e as sombras nas instalações. O maior relógio de sol de pedra do mundo, com 27 metros de altura e velocidade de 6 centímetros por minuto de projeção de sombra, faz parte do complexo.

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Ele foi originalmente planejado pelo marajá Jai Singh II, que também levantou outros quatro monumentos similares em Deli, Varanasi, Uijain e Matura. O princípio das construções nas diferentes cidades é o mesmo, mas as instalações são distintas em tamanhos, materiais e técnicas construtivas. O líder político considerava que as datas e os alinhamentos das estrelas eram críticos para a sorte nas decisões e nas guerras.

O nome do complexo vem do sânscrito. No alfabeto erudito, Jantar deriva de Jantra, que significa “instrumento”, e Mantar quer dizer “calcular”.

O local deixou de funcionar permanentemente no século 19. Sob o domínio britânico, restaurações importantes ocorreram. As últimas aconteceram nos anos 2000.

Entre os destaque do observatório de Jaipur, estão 12 instrumentos que medem a longitude e latitude de objetos celestes, e cada um corresponde a um dos signos do zodíaco, com pinturas originais.

De todos os cinco observatórios espalhados pela Índia, apenas o de Matura não existe mais. Foi demolido em 1857 junto com o forte do qual fazia parte.

Se quiser visitar os observatórios, clique aqui para mais informações. O melhor momento do dia para conhecer o complexo é à tarde, quando as sombras ficam mais proeminentes e é mais fácil de entender o funcionamento dos instrumentos.

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