Arquitetura
Convivendo com a construção

A área externa da casa do aposentado Arlindo Guedes será a última parte da obra
O ideal é que o usuário faça a mudança para a nova residência após o término de toda a obra. Mas não são raras as vezes em que é necessário entrar na casa nova sem que esteja tudo pronto.
Se providenciar a mudança antes da hora for inevitável, para deixar de pagar aluguel ou desocupar o antigo imóvel, é importante privilegiar a finalização de alguns itens essenciais que deixarão a casa “habitável”.
O engenheiro civil Ilya Pereira Raffo, da construtora Greenwood, explica que se o proprietário já sabe que precisará utilizar a casa sem que a obra esteja concluída, o ideal é terminar a cozinha, ao menos um banheiro, com louças e metais instalados, e colocar os pisos. “Se a casa tem três banheiros é possível prever a compra dos metais para um só, destinando esses recursos para outros materiais”, diz.
O principal aspecto a ser verificado é a segurança para os moradores. “É preciso instalar todas as portas, janelas e evitar que se tenha qualquer situação insegura”, lembra o engenheiro.
O problema de morar em uma casa semipronta é ter de conviver com obras, profissionais dentro de casa e barulho todos os dias. “Sugiro que não se deixe a pintura para fazer depois da mudança. Além do cheiro ser muito forte, há o problema de proteger os móveis”, acrescenta Raffo.
O aposentado Arlindo Guedes conhece bem o que é viver em um “canteiro de obras”. Em 2006, ele fez a mudança para a ampla casa que está construindo no bairro Guabirotuba. Na ocasião, havia terminado o pavimento superior. “Precisei financiar o material de construção para terminar peças como a cozinha, que era indispensável e urgente.”
Algumas situações precisaram ser improvisadas, como a ausência de luminárias e de alguns móveis. Agora o aposentado está às voltas com a instalação de armários e outros móveis no piso inferior. “Concluíram recentemente toda a parte elétrica e de colocação de pisos nas salas da parte de baixo da casa”, conta.
Como principal inconveniente de conviver com as obras, Guedes lista a poeira. “Mesmo que os profissionais tomem todos os cuidados, um pouco de sujeira sempre sobe para o andar onde moramos”, comenta.
Guedes ainda não sabe quanto tempo vai levar a obra, mas estima que seja necessário conviver com ela até pelo menos o fim do ano. “A casa ainda não ficará totalmente pronta, vai faltar toda a área externa que resolvi deixar para depois, quando conseguir levantar recursos.” Mas o sonho de morar na casa projetada, não ficou comprometido. “Posso acompanhar de perto as obras e vejo que fica exatamente como esperei.”