Arquitetura

Contando os dias para o verão

adrianoj
20/11/2009 02:58
Uma residência de veraneio pede alguns cuidados especiais para se manter bonita e bem conservada por muitos verões. Proprietária há sete anos de uma casa no balneário de Betaras, em Matinhos, a dona de casa Maria Lúcia Ramos desenvolveu alguns truques para fugir do que considera os principais vilões das casas de praia. “O mofo decorrente da umidade, o cupim e a sujeira que se acumula com o tempo é o que mais me preocupa.”
Ela deixa poucas toalhas e panos de prato e limpeza no Litoral e procura os manter pendurados em varais secos ou até no braço da escada. “Como já perdi dois colchões por deixá-los sobre o estrado, agora os mantenho na posição vertical, assim como as almofadas”, conta.
A solução encontrada pelo casal An­­­tônio Valentin Verze­nhassi e Ma­­­­­­ria Regina Cardozo Verzenhassi, proprietários de uma casa em Ita­­poá (SC), foi contratar uma faxineira para, uma vez por semana, abrir janelas e armários e limpar a casa. “De outra maneira seria muito difícil chegar ao litoral e não encontrar nada mofado”, diz An­­tônio.
A arquiteta Fabiana Alves, que atua no litoral do Paraná e de San­­­ta Catarina, dá dicas para minimizar a ação da umidade. “Sugiro instalar os móveis afastados dois centímetros das paredes para facilitar a ventilação. No caso de armários nos banheiros e cozinhas, colocá-los suspensos.”
Os móveis em PVC também são recomendados, por não sofrerem tanto com a ação da maresia e do sol. “Há boas opções de produtos que não perdem em beleza para os móveis de madeira”, diz Fabiana.
Quem não dispensa o mobiliário tradicional precisa ficar atento aos cupins. “Qualquer sinal pede o uso de produtos específicos para eliminá-los”, comenta Fabiana.
Construção
Há casos em que é necessário providenciar reformas estruturais nas casas, como a troca de telhas, portas ou janelas e revisão das instalações elétricas e hidráulicas. “Reco­menda-se a ajuda profissional de um arquiteto ou engenheiro para garantir a segurança”, lembra Paulo Ritter de Oliveira, coordenador da Câmara de Arquitetura do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agro­­­nomia do Estado do Paraná (Crea-PR).
Na hora de executar a obra a principal dificuldade é escolher mão de obra, que será complicado acompanhar o trabalho dia a dia. “Às vezes, pagar uma diária maior para que um profissional já conhecido se desloque até o Litoral pode compensar”, diz Oliveira.
Verzenhassi preferiu contratar um construtor residente no município onde tem casa no Litoral. “Peguei indicações, conversei com o pedreiro e vi algumas obras que ele fez. Não me arrependi e economizei.”