Conheça os 10 tetos mais bonitos do mundo

Por Gilmar Longato
Desenhos da cauda de pavão foram a inspiração para o teto do Castelo de Sammezzano, na Itália. Foto: Antonio Cinotti/Flickr/Reprodução
Desenhos da cauda de pavão foram a inspiração para o teto do Castelo de Sammezzano, na Itália. Foto: Antonio Cinotti/Flickr/Reprodução

Atitudes simples dão conta de apresentar novos ângulos sobre as construções que frequentamos no dia a dia. Um simples desvio de olhar pode surpreender. Já tentou observar o teto do lugar em que você trabalha? Do templo que você frequenta? E do teatro que você gosta?

Conheça a seleção dos 10 tetos mais bonitos do mundo e atente para essa parte das construções que costumam passar despercebidas.

1. Castelo de Sammezzano

Desenhos da cauda de pavão foram a inspiração para o teto do Castelo de Sammezzano, na Itália. Foto: Antonio Cinotti/Flickr/Reprodução
Desenhos da cauda de pavão foram a inspiração para o teto do Castelo de Sammezzano, na Itália. Foto: Antonio Cinotti/Flickr/Reprodução

A arquitetura do teto é hipnotizante nesse palácio abandonado próximo de Florença, na Itália. A principal inspiração para a decoração foi a exuberância ornamental dos desenhos presentes na cauda dos pavões. O estilo mourístico foi reavivado depois da reforma que se estendeu de 1843 a 1889 pelo aristocrata italiano Ferdinando Panciatichi Ximenes d’Aragona, que foi de tudo: arquiteto, engenheiro, botânico, filósofo e político. Apesar de nunca ter visitado o Oriente, concebeu o estilo com bastante exotismo. O espaço foi um hotel até a década de 1990 e hoje só abre para visitações.

2. Catedral de Ely

Foto: BBC/Reprodução Finalizado em 1334 pelo carpinteiro real William Hurley, o trabalho em madeira abaixo da torre central octogonal da catedral inglesa é um dos maiores feitos da engenharia medieval. Vista de baixo, a estrutura em forma de estrela de oito pontas parece uma lanterna, que recebe a iluminação pelas laterais. Todos os painéis de madeira são pintados à mão e decorados com figuras angelicais. A catedral está localizada na cidade de Ely, no condado de Cambridge. 3. Estação de Metrô de Solna Centrum Foto: BBC/Reprodução Uma das maiores atrações do shopping Solna Centrum, em Estocolmo, na Suécia, é a estação de metrô localizada no subterrâneo das instalações comerciais desde 1975. A arte ficou por conta dos artistas Anders Åberg e Karl-Olov Björk, que pintaram a estrutura rochosa natural do local, fazendo a estação lembrar, nem que seja por instantes, uma caverna mágica de sonhos infantis. Mas esse exemplo faz parte de um contexto maior: desde 1957 mais de 94 artistas emprestaram suas artes para mais de 100 estações, que se estendem por mais de 112 quilômetros, fazendo dos metrôs da cidade nórdica a maior galeria de arte do mundo. 4. Estação Central de Nova York Foto: BBC/Reprodução Por décadas o teto com desenhos do zodíaco passava despercebido pelos usuários da Estação Central de Nova York. Uma camada grossa de nicotina cobria o teto do edifício neoclássico projetado em 1913 pelos grandes escritórios de arquitetura da época Warren e Wetmore, e Reed e Stern. O teto foi limpo e restaurado em 1998, revelando desenhos de astronomia medieval pintados pelo artista francês Paul César Helleu e pelo pintor norte-americano Charles Basing. Os motivos são cobertos com folhas de ouro em um fundo turquesa, que evoca o céu do outono e inverno do sul da Itália e da Grécia. 5. Mesquita Shah Foto: BBC/Reprodução Em 1598, o xá Abbas mudou a capital da antiga Pérsia (hoje Irã) para Isfahan, e mandou construir uma série de edifícios religiosos e cívicos. Mas o único material estrutural disponível na cidade era tijolo de barro, e o medo das autoridades era de que, apesar de monumentais, as construções não seriam bonitas. A solução foi investir em nova técnicas de mosaico, que atingiram sua perfeição com a Mesquita Shah, levantada entre 1612 e 1638. O desenho é do grande mestre de caligrafia Rezza Abbasi, que se utilizou de telhas e azulejos azuis, amarelos, turquesa, rosa e verde, que refletem a luz. 6. Clube de Golfe Nine Bridges Foto: Shigeru Ban Architects/Divulgação Esse é o átrio do Clube de Golfe Nine Bridges, na Coréia do Sul, projetado pelo arquiteto japonês Shigeru Ban, que por mais de 20 anos tem sido um arauto da criatividade extrema e da sustentabilidade, levantando inclusive edificações com papelão. A estrutura do clube é toda em madeira laminada com colunas levemente curvadas, inspiradas no bambu. O desenho não só mantém um visual clean como é garantia de ventilação cruzada. 7. Centro Heydar Aliyev Foto: BBC/Reprodução As formas curvas do auditório do Centro Heydar Aliyev, em Baku, no Azerbaijão, dão forma escultural às paredes e ao teto. O desenho orgânico da arquiteta iraquiana Zaha Hadid dissolve as regras convencionais da construção e surpreende pela solução simples das madeiras laminadas que cobrem a estrutura em steel-frame. 8. Igreja de São Pantaleão Foto: BBC/Reprodução Cinquenta centavos de euro é o preço para você experimentar uma vista de cair o queixo. A pintura a óleo do século 17 estampa 443 metros quadrados do teto da Igreja barroca de São Pantaleão, em Veneza. A impressão que se tem é de que a a pintura dá prosseguimento à linguagem barroca da construção. O cenário angelical foi criado pelo artista veneziano Gian Antonio Fumian. 9. Templo do céu Foto: BBC/Reprodução O Templo do Céu é um complexo de templos taoístas construídos em Pequim, na China, durante a Dinastia Ming. O maior deles foi completado em 1420 e tem representado em sua abóbada as horas, dias, meses e estações do ano em uma arquitetura de madeira geométrica e colorida. São 38 metros de altura em cores típicas da época imperial, como o dourado e o verde. O edifício foi queimado em 1889 e reconstruído para as Olimpíadas de Pequim de 2008. 10. Igreja de São Stephen Walbrook Foto: BBC/Reprodução Vista de fora, a Igreja de São Stephen Walbrook parece ser modesta. Dentro, porém, a construção projetada por Christopher Wren é um dos melhores exemplares da arquitetura europeia do século 17. Sustentada por oito colunas coríntias e oito arcos clássicos, o resultado é um domo rebuscado típico do período arquitetônico da época, que valoriza o branco, uma dar características principais do estilo clássico greco-romano.
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