A casa de cara nova

Por Gilmar Longato
Antes da fachada reformada em Curitiba
Antes da fachada reformada em Curitiba

Na residência de um jovem casal com filhos, clientes da arquiteta Denise Callegario, em Curitiba, a fachada foi fruto de toda uma mudança de conceito da casa – da reformulação do jeito de vida dos moradores, da distribuição dos cômodos e do uso de novos materiais.

Para implementar as alterações de arquitetura, houve intervenção estrutural, com o acompanhamento de um engenheiro calculista. O telhado foi alterado e a planta interna, com a ampliação da sala e a criação de um vão livre que acabou por mudar o alinhamento do ambiente. O fechamento de uma sacada no andar superior para a ampliação do banheiro da suíte e a criação de um closet para o casal alterou a fachada.

No térreo foram mantidas as antigas varandas e no andar superior foram colocadas janelas com grandes vãos voltadas para os fundos da casa. Tudo isso mudou bastante a aparência externa da residência.

A escolha da cor da fachada é algo particular, mas, diz a gerente de marca das tintas Suvinil, Fernanda Dall’Orto, todo o ano há uma tendência apontada em cada tom base da palheta de cores. “De forma geral, tem se adotado o colorido na parte externa da casa. A cada ano a tonalidade de cores como o vermelho, o azul, o verde e o amarelo se alteram um pouco, criando tendências.”

O verde cítrico – tendência do ano passado – dá lugar agora para o verde da natureza, o fendi e o azulado. Já o amarelo da vez é o mostarda e outras tonalidades influenciadas por alaranjados e verdes. No azul, o tom de turqueza e outros tons de água ganham força. “Entre os tons clássicos, para as pessoas que preferem, o marrom, no tom que lembra a madeira, está em alta. Outros tons da natureza, como bambu e o linho, também se destacam. Já o cinza é a tendência neutra mais tecnológica”, lembra Fernanda.

Texturas

Fernanda explica que o uso de texturas na fachada precisa ser bem pensado. “É um recurso que ajuda a disfarçar imperfeições de construção e acabamento da alvenaria, mas que, com o tempo, suja muito mais que a superfície lisa com tinta, isso porque a diferença de relevo colabora para que a sujeira se deposite nas partes mais fundas”. Ela sugere que as texturas sejam deixadas para os efeitos decorativos do interior da residência.

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