Arquitetura

A casa de cara nova

Gazeta do Povo
20/11/2009 02:18
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Antes da fachada reformada em Curitiba

Na residência de um jovem casal com filhos, clientes da arquiteta Denise Callegario, em Curitiba, a fachada foi fruto de toda uma mudança de conceito da casa – da reformulação do jeito de vida dos moradores, da distribuição dos cômodos e do uso de novos materiais.
Para implementar as alterações de arquitetura, houve intervenção estrutural, com o acompanhamento de um engenheiro calculista. O telhado foi alterado e a planta interna, com a ampliação da sala e a criação de um vão livre que acabou por mudar o alinhamento do ambiente. O fechamento de uma sacada no andar superior para a ampliação do banheiro da suíte e a criação de um closet para o casal alterou a fachada.
No térreo foram mantidas as antigas varandas e no andar superior foram colocadas janelas com grandes vãos voltadas para os fundos da casa. Tudo isso mudou bastante a aparência externa da residência.
A escolha da cor da fachada é algo particular, mas, diz a gerente de marca das tintas Suvinil, Fernanda Dall’Orto, todo o ano há uma tendência apontada em cada tom base da palheta de cores. “De forma geral, tem se adotado o colorido na parte externa da casa. A cada ano a tonalidade de cores como o vermelho, o azul, o verde e o amarelo se alteram um pouco, criando tendências.”
O verde cítrico – tendência do ano passado – dá lugar agora para o verde da natureza, o fendi e o azulado. Já o amarelo da vez é o mostarda e outras tonalidades influenciadas por alaranjados e verdes. No azul, o tom de turqueza e outros tons de água ganham força. “Entre os tons clássicos, para as pessoas que preferem, o marrom, no tom que lembra a madeira, está em alta. Outros tons da natureza, como bambu e o linho, também se destacam. Já o cinza é a tendência neutra mais tecnológica”, lembra Fernanda.
Texturas
Fernanda explica que o uso de texturas na fachada precisa ser bem pensado. “É um recurso que ajuda a disfarçar imperfeições de construção e acabamento da alvenaria, mas que, com o tempo, suja muito mais que a superfície lisa com tinta, isso porque a diferença de relevo colabora para que a sujeira se deposite nas partes mais fundas”. Ela sugere que as texturas sejam deixadas para os efeitos decorativos do interior da residência.